Barragem rompe no TO e cidade segue em reconstrução após um mês do desastre
Prefeitura afirma que danos a produtores e ribeirinhos foram reparados pela empresa responsável pela hidrelétrica.
Um mês após o rompimento da barragem de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH) particular, o município de Ponte Alta do Bom Jesus, no sudeste do Tocantins, continua em processo de reconstrução. A prefeitura local informou que a cidade está superando o trauma e que todos os danos causados inicialmente a produtores e ribeirinhos já foram reparados pela empresa responsável pela usina.
A situação ambiental segue sendo monitorada pela Secretaria de Meio Ambiente do estado, e o turismo, setor afetado pelo desastre, foi totalmente reestruturado. Os prejuízos diretos ao município, no entanto, ainda estão em processo de reparação na Naturatins (Instituto Natureza do Tocantins).
Investigação em sigilo e falta de resposta da empresa
Enquanto a cidade se recupera, a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) mantém a investigação sobre as causas do rompimento em sigilo. O g1 tentou contato com a empresa responsável pela CGH para obter mais detalhes sobre as reparações e o ocorrido, mas não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem.
Cenário de devastação e evacuação
O rompimento do vertedouro da barragem, ocorrido em uma sexta-feira, liberou um grande volume de água que atingiu o rio Ribeirão Bonito. O aumento repentino do nível do rio ameaçou moradores ribeirinhos, pontos turísticos e o tráfego na rodovia TO-110, gerando um cenário de devastação descrito pelas autoridades.
Como medida de segurança, a população que vivia às margens do rio precisou ser retirada. Não houve registro de feridos, residências ou animais atingidos durante a operação de evacuação.
Impacto no turismo e no balneário
O fluxo de água e sedimentos afetou diretamente um dos principais pontos turísticos da região: o balneário Ribeirão Bonito. As águas, antes cristalinas, ficaram turvas e invadiram pequenos comércios localizados nas proximidades. A represa da CGH praticamente esvaziou após o incidente.
Autoridades municipais e estaduais foram notificadas ainda na manhã do rompimento, dando início imediato às ações de resposta, que incluíram a retirada preventiva de moradores e animais.
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