Bicheiro mais procurado do Rio, Adilsinho, é preso em Cabo Frio após ação com drone
Contraventor era considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado e respondia por homicídios.
Adilson José dos Santos, conhecido como "Adilsinho", considerado o bicheiro mais procurado do Rio de Janeiro, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) em uma mansão no bairro Jardim Olinda, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A prisão foi resultado de uma operação conjunta da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) e da Polícia Federal (PF).
O contraventor, de 42 anos, tinha quatro mandados de prisão em aberto e responde por crimes de homicídio, associação para o tráfico e organização criminosa. Segundo as investigações, ele é apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado do Rio de Janeiro.
Imagens aéreas foram decisivas para localização
A prisão só foi possível após o uso de imagens de drone, que monitoraram a movimentação na mansão de luxo onde Adilsinho se escondia. "A tecnologia foi fundamental para confirmar a presença do alvo no local sem levantar suspeitas, permitindo o planejamento tático da abordagem", afirmou um delegado da PCERJ que integrou a operação.
A casa, avaliada em cerca de R$ 5 milhões, possuía sistemas de segurança avançados e foi cercada por agentes antes da entrada. Nenhum policial ficou ferido durante a ação, e Adilsinho foi encaminhado ao sistema penitenciário.
Contexto de atuação criminosa
Adilsinho é uma figura conhecida no submundo do jogo do bicho no Rio há mais de uma década. Sua ascensão no crime está ligada ao controle de pontos de venda de cigarros contrabandeados e falsificados, um negócio que movimenta milhões e compete diretamente com o mercado legal.
Especialistas apontam que a falsificação de cigarros é uma das principais fontes de renda para facções criminosas no estado, usado para lavagem de dinheiro e financiamento de outras atividades ilegais. A prisão de uma figura de seu escalão é considerada um golpe significativo na estrutura financeira dessas organizações.
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Consequências e próximos passos
Adilsinho deve ser transferido para um presídio de segurança máxima. A polícia trabalha agora na desarticulação da rede de distribuição de cigarros falsos e na identificação de seus aliados dentro do esquema. A operação que resultou em sua captura continua em andamento para cumprir outros mandados e apreender bens que possam ter sido adquiridos com dinheiro ilegal.
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