Chuvas em MG deixam mortos e arrastam carros; STF julga acusados de Marielle
Enchentes causam destruição em cidades mineiras enquanto Supremo retoma julgamento histórico de mandantes do crime.
Fortes chuvas atingiram Minas Gerais nesta terça-feira (24), causando mortes e destruição em cidades como Juiz de Fora e Ubá. Enquanto isso, em Brasília, o Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, em 2018.
As tempestades resultaram em enxurradas que arrastaram veículos e invadiram residências, incluindo uma casa de repouso onde idosos foram resgatados boiando em colchões. A combinação do relevo acidentado da região com as águas quentes do oceano é apontada por especialistas como fator para a intensidade das precipitações.
Destruição e resgates dramáticos em Minas Gerais
Em Ubá, na Zona da Mata mineira, vídeos registram carros sendo arrastados pela correnteza durante a enxurrada. A situação foi crítica também em Juiz de Fora, onde as equipes de defesa civil trabalham para identificar as vítimas e avaliar os estragos. Em uma casa de repouso, a rápida subida das águas obrigou idosos a se agarrarem a colchões para boiar até o resgate.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas para risco hidrológico em várias regiões do estado. A Defesa Civil estadual confirmou óbitos e dezenas de desabrigados, mas os números finais ainda estão sendo consolidados.
STF retoma julgamento do caso Marielle Franco
No plano nacional, o STF retomou nesta terça-feira o julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes. O crime, ocorrido em 14 de março de 2018 no Rio de Janeiro, chocou o país e completa oito anos sem que todos os responsáveis tenham sido condenados.
O julgamento, que é acompanhado por organizações de direitos humanos e movimentos sociais, analisa as acusações contra os investigados. A expectativa é que a Corte avalie as provas colhidas em uma das investigações mais complexas da história recente do país.
Acordo sobre penduricalhos e outros fatos do dia
No Congresso Nacional, STF e parlamentes fecharam um acordo para estabelecer uma regra de transição sobre os chamados "penduricalhos", benefícios extras a servidores. O entendimento busca resolver uma questão que gerava insegurança jurídica e impacto nos orçamentos públicos.
Em outro caso de violência, uma amiga da mulher que morreu após ser arrastada por um carro em um crime anterior se tornou vítima de feminicídio. O caso, investigado pela polícia, evidencia a repetição da violência contra mulheres em ciclos sociais próximos.
No campo jurídico, ganhou destaque o conceito de "distinguishing", usado por defensores para tentar absolver acusados de estupro. A técnica argumentativa busca diferenciar um caso atual de precedentes condenatórios.
No entretenimento, o Lollapalooza Brasil 2026 anunciou os horários dos shows por dia. O festival, um dos maiores do país, divulgou sua programação completa para a edição do próximo ano.
As operações de resgate e assistência às vítimas das chuvas em Minas Gerais continuam nesta quarta-feira (25), com previsão de mais precipitações. Já o julgamento no STF deve se estender por mais sessões, com a possibilidade de votação dos ministros ainda esta semana. O acordo sobre penduricalhos segue para formalização no Congresso.
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