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Militares cubanos matam 4 após confronto com lancha dos EUA em águas internacionais
Tocantins

Militares cubanos matam 4 após confronto com lancha dos EUA em águas internacionais

Confronto ocorreu após embarcação americana não atender a chamados de rádio e manobras de alerta, segundo autoridades de Havana.

Redação
Redação

25 de fevereiro de 2026 ·

Militares das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba mataram quatro pessoas a bordo de uma lancha dos Estados Unidos após um confronto em águas internacionais, conforme relatado pelas autoridades cubanas. O incidente ocorreu na última quarta-feira, 25 de fevereiro, e foi motivado pela desobediência da embarcação americana a ordens de parada.

De acordo com um comunicado oficial do governo cubano, a lancha, de bandeira norte-americana, ingressou em uma zona de proteção marítima de Cuba sem autorização. Após não atender a chamados de rádio e manobras de alerta realizadas por uma embarcação da Marinha cubana, foi dado um tiro de advertência. A situação escalou quando a lancha tentou uma manobra evasiva, resultando no disparo fatal pelas tropas cubanas.

Versão oficial e contexto tenso

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba afirmou que a ação foi "um ato legítimo de defesa da soberania nacional" em águas que considera sob sua jurisdição. "A embarcação estrangeira desrespeitou protocolos internacionais de navegação e colocou em risco a segurança da área", disse o porta-voz em coletiva.

Fontes do Departamento de Estado dos EUA, contatadas pelo G1, confirmaram que uma embarcação de recreio com cidadãos americanos a bordo foi alvejada, mas ainda estão apurando as circunstâncias exatas do ocorrido. A Guarda Costeira dos Estados Unidos foi acionada para o local.

Histórico de incidentes e próximos passos

Este é o incidente mais grave envolvendo embarcações dos dois países nos últimos anos, mas não é isolado. A relação entre Washington e Havana permanece complexa, marcada por décadas de embargo econômico e tensões políticas. Em 2023, houve pelo menos três relatos de lanchas americanas sendo advertidas por se aproximarem indevidamente de águas cubanas.

Especialistas em relações internacionais ouvidos pelo G1 avaliam que o episódio pode gerar uma nova crise diplomática. Espera-se que o governo dos EUA emita uma nota de protesto formal e exija uma investigação completa e transparente sobre as mortes. A Casa Branca ainda não se pronunciou oficialmente.

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