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Polícia encontra 500 kg de cocaína enterrados após apreensão de avião no Tocantins
Tocantins

Polícia encontra 500 kg de cocaína enterrados após apreensão de avião no Tocantins

Carga estava a 20 km do local onde piloto com histórico criminal foi preso com moeda estrangeira e folhas de coca.

Redação
Redação

27 de fevereiro de 2026 ·

Policiais encontraram cerca de 500 kg de cocaína enterrados em uma mata no município de Dueré, no sul do Tocantins. A droga foi localizada na noite de quinta-feira (26) a aproximadamente 20 quilômetros do ponto onde um avião e seu piloto foram apreendidos no sábado (21). A operação foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal do Tocantins, com apoio da Polícia Militar do estado (PMTO).

O piloto preso foi identificado como Max Jhonny Saraiva Silva Melo, de 43 anos. No momento de sua prisão, foram encontradas porções de cocaína, folhas de coca e valores em moeda estrangeira – incluindo dólares, bolívares e pesos colombianos – dentro de sua mochila. A prisão de Melo foi posteriormente convertida em preventiva.

Ligação com o crime confirmada por conexão de celular

Conforme as investigações, um detalhe técnico foi crucial para confirmar o vínculo do piloto com a aeronave apreendida. O aparelho celular de Max Jhonny conectou-se automaticamente à rede de internet via satélite instalada no avião. A aeronave, que havia partido da Bolívia, tinha a parte interna modificada para o transporte internacional de drogas.

Após a apreensão do avião, as equipes policiais seguiram em diligências até localizar a carga de entorpecentes, que já havia sido descarregada e estava coberta por uma lona preta, pronta para ser levada a outros estados. A cocaína apreendida foi encaminhada para a Superintendência da Polícia Federal em Palmas.

Histórico criminal e posição da defesa

Segundo a polícia, Max Jhonny Saraiva Silva Melo possui um vasto histórico criminal, com passagens e condenações por crimes como roubo e delitos contra o sistema financeiro. A Polícia Militar destacou que todas as equipes atuaram de forma integrada, com trabalho de inteligência coordenado pela FICCO.

Em nota enviada ao g1, a defesa constituída para atuar no caso afirmou que "os fatos ainda se encontram em fase inicial de apuração e não podem ser analisados sob a ótica meramente superficial das circunstâncias da prisão". A defesa reiterou confiança no devido processo legal e informou estar adotando "todas as medidas legais cabíveis para o completo esclarecimento dos acontecimentos".

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