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Prefeito de Cachoeirinha é alvo de MP por nomear esposa, irmão e sobrinha
Tocantins

Prefeito de Cachoeirinha é alvo de MP por nomear esposa, irmão e sobrinha

Ministério Público recomenda exoneração de parentes que ocupam cargos com salários de até R$ 4 mil na gestão municipal.

Redação
Redação

2 de fevereiro de 2026 ·

O prefeito de Cachoeirinha, no Tocantins, Sandrimar Alves (UB), é alvo de uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPTO) por suposto caso de nepotismo. A investigação apura as nomeações da primeira-dama, Elaine de Deus, do irmão do gestor, Edimar Alves, e da sobrinha, Tauana Ferreira da Silva Moraes, para cargos de confiança na prefeitura, com remunerações de até R$ 4 mil.

O promotor Gilmar Pereira Avelino, da Promotoria de Justiça de Ananás, recomendou no dia 23 de janeiro de 2026 que o prefeito exonerasse os parentes em um prazo de 10 dias úteis. A investigação foi instaurada após denúncias sobre as contratações, que podem configurar violação à legislação que veda a nomeação de parentes para cargos em comissão.

Salários e cargos ocupados por parentes

Conforme consulta ao portal de transparência do município, referente a janeiro de 2026, a primeira-dama Elaine de Deus recebe R$ 4 mil como secretária municipal de Finanças, cargo para o qual foi admitida em janeiro de 2025.

O irmão do prefeito, Edimar Alves, também recebe R$ 4 mil. Ele assumiu a Secretaria de Cultura da cidade em abril de 2025. Anteriormente, ocupava o cargo de coordenador municipal de Juventude, com salário de R$ 2.400, função que exercia quando o caso chegou ao MPTO, em fevereiro de 2025.

Investigação aponta falta de requisitos da sobrinha

A portaria sobre a investigação, publicada no Diário Oficial do Ministério Público em 26 de janeiro de 2026, aponta que a sobrinha do prefeito, Tauana Ferreira, de 23 anos, não teria concluído o ensino médio, grau de escolaridade considerado incompatível com a função de secretária municipal dos Direitos da Mulher, cargo que ocupa desde 13 de janeiro de 2025 com remuneração bruta de R$ 4 mil.

Em nota enviada ao g1, Tauana Ferreira contestou a informação, afirmando possuir ensino médio completo e estar cursando graduação em Administração. Ela declarou que "as informações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos".

Prefeitura alega legalidade e aguarda notificação formal

Procurados, o prefeito, a primeira-dama e o irmão do gestor não responderam aos questionamentos do g1 até a última atualização desta reportagem. Em manifestação na sexta-feira (29), Sandrimar Alves informou que ainda não havia sido formalmente notificado sobre a recomendação do MP.

O prefeito afirmou que "após a notificação, esta será analisada pelo setor jurídico do município e adotadas as providências cabíveis". Uma nota oficial da prefeitura, atribuída a Sandrimar Alves, defendeu a legalidade da nomeação da sobrinha, afirmando que ela "preenche integralmente todos os requisitos legais, técnicos, administrativos e de escolaridade exigidos".

O Diário Oficial do município de Cachoeirinha do dia 29 de janeiro de 2026 não registrava a exoneração de nenhum dos investigados. O MPTO monitora o cumprimento do prazo estabelecido na recomendação.

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