Sítio arqueológico com artefatos de pedra lascada é oficializado pelo Iphan no TO
Local em área de Reserva Legal de fazenda em Talismã pode ser remanescente de aldeia indígena pré-colonial.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) concedeu, na quarta-feira (28), o título oficial de sítio arqueológico a uma área em uma propriedade rural no município de Talismã, no sul do Tocantins. A decisão foi tomada após a identificação de artefatos de pedra lascada e fragmentos cerâmicos no local.
Os vestígios foram encontrados em 2025, durante o processo de divisão da fazenda entre os herdeiros de Furtunato Pinto do Nascimento, patriarca da propriedade que havia falecido. Com as mudanças no uso da terra, os itens arqueológicos vieram à tona, levando à notificação e posterior análise do Iphan.
Possível aldeia indígena pré-colonial
A equipe de arqueologia do Iphan no Tocantins avalia que os vestígios podem ser remanescentes de uma antiga aldeia indígena do período pré-colonial. A hipótese é baseada na grande extensão da área onde os materiais foram identificados e na natureza dos achados, que incluem ferramentas de pedra e cerâmicas.
“Considerando a grande extensão da área onde os vestígios arqueológicos foram encontrados, podem se tratar dos remanescentes de uma antiga aldeia indígena do período pré-colonial”, informou o Iphan, em nota.
Preservação em área de Reserva Legal
O órgão federal destacou que o sítio arqueológico está localizado dentro da área de Reserva Legal da fazenda. Essa classificação impõe restrições ao desenvolvimento de atividades econômicas no local, o que, segundo o instituto, favorece diretamente a preservação do patrimônio cultural recém-descoberto.
“O sítio arqueológico se encontra na área de Reserva Legal da fazenda, um local com restrições ao desenvolvimento de atividades econômicas, o que, consequentemente, favorece a preservação do sítio arqueológico”, afirmou o Iphan.
Impacto mínimo das divisões da propriedade
Apesar do processo de divisão da fazenda e da implantação de cercas para delimitar os novos lotes, o Iphan informou que os danos ao sítio arqueológico foram mínimos. A cerca de limite das propriedades foi implantada, mas a área afetada do sítio é considerada insignificante, mantendo o contexto arqueológico praticamente intacto.
Com o reconhecimento oficial, o bem cultural passa a ser protegido pela Lei nº 3.924/1961, que dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos no Brasil. A legislação garante a preservação e o estudo científico de tais locais.
A Prefeitura de Talismã confirmou a descoberta e a identificação dos fragmentos cerâmicos e ferramentas líticas durante a análise conduzida pelo Iphan. O órgão federal segue como responsável pelo acautelamento e gestão do novo sítio arqueológico.
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