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STF aponta acessos ilegais a dados de ministros e parentes pela PGR
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STF aponta acessos ilegais a dados de ministros e parentes pela PGR

Investigação da Procuradoria-Geral da República identificou invasões a sistemas de informações sigilosas do tribunal.

Redação
Redação

17 de fevereiro de 2026 ·

O Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta terça-feira (17) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) identificou acessos irregulares a dados de ministros da corte e de seus familiares. As invasões teriam ocorrido em sistemas de informações do próprio STF, conforme aponta a investigação em andamento.

O caso foi revelado durante a sessão plenária do tribunal. Ainda não foram divulgados detalhes sobre quantas pessoas foram afetadas, os períodos em que os acessos ocorreram ou a motivação por trás das ações. A PGR conduz o inquérito para apurar a extensão das violações e identificar os responsáveis.

Contexto e Repercussão

O STF é a mais alta instância do Judiciário brasileiro e lida com informações de alto grau de sigilo, incluindo processos de interesse nacional e investigações sensíveis. A segurança de seus sistemas é considerada crítica para o Estado Democrático de Direito.

Especialistas em segurança da informação ouvidos pelo G1 destacam que a invasão a dados de autoridades do STF configura um ataque grave à segurança institucional. "A exposição de informações pessoais de ministros pode ter implicações que vão desde riscos à integridade física até a manipulação de decisões judiciais", analisou a professora de Direito Digital da Universidade de São Paulo (USP), Carla Mendes.

Próximos Passos da Investigação

A PGR deve aprofundar as investigações para rastrear a origem dos acessos ilegais. O ministro do STF responsável por acompanhar o caso junto à Procuradoria deve ser designado nos próximos dias.

O tribunal afirmou que está adotando "medidas adicionais de segurança cibernética" para proteger seus sistemas e dados. A expectativa é que novos detalhes sobre o escândalo sejam divulgados conforme a investigação da PGR avance.

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