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Adolescente agredido por piloto morre após 16 dias internado no DF
Tocantins

Adolescente agredido por piloto morre após 16 dias internado no DF

Jovem de 17 anos não resistiu aos ferimentos após ser espancado em estacionamento de shopping.

Redação
Redação

8 de fevereiro de 2026 ·

O adolescente Henrique Maderite, de 17 anos, morreu na tarde deste sábado (7), após passar 16 dias internado em estado grave no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília. A vítima foi agredida fisicamente por um piloto de avião no estacionamento de um shopping center da capital federal, no dia 22 de janeiro.

De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, a morte foi classificada como de causas naturais, decorrentes dos ferimentos sofridos na agressão. O caso, que chocou a região, segue sob investigação da Polícia Civil.

Confronto em estacionamento teve motivação banal

O episódio violento ocorreu após um desentendimento entre Henrique e o piloto Alexandre Alves Ferreira, de 44 anos, no estacionamento do shopping. Testemunhas relataram à polícia que a discussão começou de forma trivial, mas rapidamente escalou para a agressão física.

O piloto, que estava acompanhado da esposa, desferiu vários golpes contra o adolescente, que caiu no chão e bateu a cabeça. Henrique foi socorrido e levado ao HRAN, onde entrou em coma e não recuperou a consciência.

Piloto foi preso em flagrante e responderá por homicídio

Alexandre Ferreira foi detido em flagrante no local do crime, sob a acusação inicial de tentativa de homicídio. Com a morte do adolescente, o inquérito policial foi convertido para homicídio doloso. Ele permanece preso.

Em depoimento, o acusado alegou ter agido em legítima defesa, versão que está sendo apurada pelos investigadores. A delegada responsável pelo caso afirmou que todas as provas, incluindo imagens de câmeras de segurança e depoimentos, estão sendo coletadas.

Vítima era estudante e família aguarda justiça

Henrique Maderite era estudante e morava com a família no Distrito Federal. Parentes e amigos se reuniram em vigília no hospital durante os dias de internação. A família emitiu uma nota, através de advogados, expressando profundo pesar e pedindo justiça.

"Estamos devastados com a perda cruel de um jovem cheio de vida. Confiamos que a Justiça será feita", disse um tio da vítima. O caso reacendeu o debate sobre violência e impunidade na capital do país.

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