Adolescente agredido por piloto morre após 16 dias internado no DF
Jovem de 17 anos não resistiu aos ferimentos após ser espancado em estacionamento de shopping.
O adolescente Henrique Maderite, de 17 anos, morreu na tarde deste sábado (7), após passar 16 dias internado em estado grave no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília. A vítima foi agredida fisicamente por um piloto de avião no estacionamento de um shopping center da capital federal, no dia 22 de janeiro.
De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, a morte foi classificada como de causas naturais, decorrentes dos ferimentos sofridos na agressão. O caso, que chocou a região, segue sob investigação da Polícia Civil.
Confronto em estacionamento teve motivação banal
O episódio violento ocorreu após um desentendimento entre Henrique e o piloto Alexandre Alves Ferreira, de 44 anos, no estacionamento do shopping. Testemunhas relataram à polícia que a discussão começou de forma trivial, mas rapidamente escalou para a agressão física.
O piloto, que estava acompanhado da esposa, desferiu vários golpes contra o adolescente, que caiu no chão e bateu a cabeça. Henrique foi socorrido e levado ao HRAN, onde entrou em coma e não recuperou a consciência.
Piloto foi preso em flagrante e responderá por homicídio
Alexandre Ferreira foi detido em flagrante no local do crime, sob a acusação inicial de tentativa de homicídio. Com a morte do adolescente, o inquérito policial foi convertido para homicídio doloso. Ele permanece preso.
Em depoimento, o acusado alegou ter agido em legítima defesa, versão que está sendo apurada pelos investigadores. A delegada responsável pelo caso afirmou que todas as provas, incluindo imagens de câmeras de segurança e depoimentos, estão sendo coletadas.
Vítima era estudante e família aguarda justiça
Henrique Maderite era estudante e morava com a família no Distrito Federal. Parentes e amigos se reuniram em vigília no hospital durante os dias de internação. A família emitiu uma nota, através de advogados, expressando profundo pesar e pedindo justiça.
"Estamos devastados com a perda cruel de um jovem cheio de vida. Confiamos que a Justiça será feita", disse um tio da vítima. O caso reacendeu o debate sobre violência e impunidade na capital do país.
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