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MP recomenda concurso público na Câmara de Alvorada após 27 anos sem seleção
Tocantins

MP recomenda concurso público na Câmara de Alvorada após 27 anos sem seleção

Casa legislativa tem 40 funcionários, mas apenas um servidor efetivo; prazo para publicação do edital é de 180 dias.

Redação
Redação

9 de fevereiro de 2026 ·

A Promotoria de Justiça de Alvorada recomendou que a Câmara de Vereadores da cidade realize concurso público no prazo de 180 dias. O último processo seletivo para servidores efetivos da Casa foi realizado em 1999, há 27 anos.

De acordo com um relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO), utilizado pelo Ministério Público Estadual (MPTO), o quadro funcional da Câmara Municipal de Alvorada é composto por 40 funcionários. Desse total, apenas um é servidor efetivo, 19 ocupam cargos comissionados e 10 são contratados temporariamente.

Recomendações do MP e situação funcional

A recomendação, publicada no Diário Oficial do MP em 6 de fevereiro, aponta que servidores temporários exercem funções como vigilância, serviços gerais, recepção, motorista e apoio administrativo, "sem demonstração de situação transitória ou excepcional".

O documento do MPTO orienta que, em um prazo de 60 dias, a Câmara exonere servidores comissionados que não estejam em funções de direção, chefia ou assessoramento. Também recomenda a abstenção de novas contratações temporárias ou nomeações para cargos comissionados até a regularização da situação.

Posicionamento da Câmara Municipal

Em nota, a Câmara Municipal de Alvorada informou que tem ciência da recomendação e possui "a intenção de realizar concurso público". A Casa Legislativa afirmou que "estão sendo realizados estudos internos de natureza administrativa, financeira e orçamentária, a fim de avaliar a melhor forma e o momento oportuno para a adoção das providências necessárias".

A Presidência da Câmara ressaltou que a medida visa "o fortalecimento institucional, a legalidade administrativa e a melhoria dos serviços prestados à população", e que eventuais impactos serão analisados para preservar "o equilíbrio das contas públicas".

Fundamento legal e próximos passos

Na recomendação, o promotor de Justiça destacou que "a exigência constitucional de concurso público não constitui mera formalidade burocrática, mas sim garantia fundamental destinada a assegurar os princípios da igualdade, impessoalidade e moralidade no acesso aos cargos públicos".

O MPTO estabeleceu o prazo de 180 dias para a publicação do edital do concurso público. A Câmara deve se manifestar sobre o acatamento das recomendações no prazo de 15 dias. O g1 solicitou um posicionamento adicional à Câmara de Vereadores, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

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