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Coronel condenado por trama golpista cumpre prisão domiciliar com tornozeleira no TO
Tocantins

Coronel condenado por trama golpista cumpre prisão domiciliar com tornozeleira no TO

Militar das Forças Especiais foi preso em dezembro após ser sentenciado a 16 anos pelo STF por planejar ações violentas.

Redação
Redação

1 de janeiro de 2026 ·

O coronel do Exército Fabrício Moreira de Bastos cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica em Palmas, após ser preso pela Polícia Federal em dezembro de 2025. A prisão foi determinada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que o condenou por envolvimento direto em uma organização criminosa que planejava um golpe de Estado no Brasil.

A ação integrou uma operação nacional da PF que cumpriu dez mandados de prisão contra réus condenados pela tentativa de golpe. O coronel foi sentenciado no dia 18 de novembro e preso no dia 27 de dezembro de 2025.

Condenação e atuação na trama

Fabrício Moreira de Bastos foi condenado a 16 anos de prisão pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, atentado contra o poder constitucional, dano qualificado e incitação ao crime. Segundo o STF, ele integrava o "Núcleo 3" da organização, setor responsável pelo "planejamento de ações violentas da organização criminosa, como o assassinato de autoridades".

O militar confirmou ter tido conhecimento de uma carta destinada a pressionar o alto comando do Exército a aderir ao golpe e atuou no encaminhamento desse documento a outros militares para angariar apoio.

Defesa contesta prisão

O advogado de defesa do coronel, Marcelo Cordeiro, classificou a prisão como "arbitrária e ilegal". Em declaração ao g1, ele afirmou que não há fundamentação jurídica para a medida, uma vez que o cliente teria respondido a todos os atos processuais sem oferecer risco.

"Nem ele e nem os outros cometeram qualquer conduta de golpe de estado, de atentado contra o estado democrático e direito, organização criminosa, distribuição de patrimônio. Então todas essas condenações impostas a ele são condenações desprovidas de prova que existe no processo", disse o advogado.

Remuneração e medidas cautelares

Dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) indicam que o coronel, com vínculo ativo no Ministério da Defesa e na reserva desde junho de 2025, recebe uma remuneração bruta de R$ 30.437,50. A CGU confirmou ao g1 que os pagamentos continuaram sendo registrados nos meses de outubro e novembro de 2025.

Além da prisão domiciliar, o STF impôs outras medidas cautelares: proibição de contato com outros investigados, suspensão do uso de redes sociais, apreensão do passaporte e suspensão dos documentos de porte de arma.

Recursos pendentes

A condenação do coronel ainda não transitou em julgado. Isso significa que, embora já esteja cumprindo a pena em regime domiciliar, as defesas ainda podem apresentar recursos contra a decisão da Primeira Turma após a publicação dos acórdãos. O advogado do militar afirmou acreditar que a sentença será revertida em instâncias recursais.

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