Corpo é deixado em gramado de cemitério por falta de necrotério no IML do TO
Vítima de 20 anos foi encontrada em saco plástico em estado de decomposição; SSP investiga o caso e analisará estrutura do instituto.
Um corpo foi encontrado abandonado sobre o gramado do cemitério de Tocantinópolis, no Bico do Papagaio, no último sábado (20). A medida extrema foi tomada devido à falta de um necrotério adequado no Instituto Médico Legal (IML) do município, que não possui estrutura para armazenar corpos em avançado estado de decomposição.
A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informou que a Corregedoria do órgão irá investigar as circunstâncias do abandono. A pasta também afirmou que realizará uma análise detalhada da estrutura do IML para identificar os investimentos necessários para sanar as deficiências.
Vítima identificada e sepultamento
A vítima foi identificada como Fernando Costa Roxo, de 20 anos. O corpo, que estava dentro de um saco plástico e já apresentava sinais de decomposição com muitas moscas ao redor, foi sepultado ainda no sábado (20). A causa da morte não foi divulgada pelas autoridades.
O caso ocorreu na última sexta-feira (19), e o corpo foi levado ao cemitério no dia seguinte. Moradores da cidade flagraram a situação e registraram imagens que circularam nas redes sociais.
Falta de estrutura sanitária
Sem um necrotério com sistema de exaustão e armazenamento correto, a manutenção de um corpo nessas condições dentro do prédio do IML representaria um risco à saúde dos servidores. Corpos em decomposição liberam gases que exigem ambientes específicos para preservação e segurança sanitária.
A SSP/TO emitiu uma nota lamentando profundamente o episódio e se solidarizando com a família da vítima. Até a conclusão desta reportagem, o Governo do Tocantins não havia enviado uma resposta direta sobre a situação geral dos necrotérios estaduais.
Investigação em andamento
A Corregedoria da SSP/TO é a responsável por apurar os fatos que levaram ao abandono do corpo no cemitério público. A secretaria se comprometeu a tomar as providências cabíveis após a conclusão da investigação interna.
O caso expõe a precariedade da estrutura forense em parte do interior do estado e levanta questionamentos sobre a destinação de corpos quando os IMLs municipais não têm condições de recebê-los.
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