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Delegada recém-empossada é presa por atuar como advogada do PCC em Brasília
Tocantins

Delegada recém-empossada é presa por atuar como advogada do PCC em Brasília

Agente da Polícia Civil do DF foi detida após investigação que revelou suposta defesa de membros da facção criminosa.

Redação
Redação

16 de janeiro de 2026 ·

Uma delegada da Polícia Civil do Distrito Federal, empossada há poucos meses, foi presa nesta sexta-feira (16) sob a acusação de exercer advocacia para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu após uma operação da Polícia Federal (PF) que investigava a atuação da agente, que supostamente usava seu cargo e acesso a informações privilegiadas para defender integrantes da organização.

A prisão gerou impacto na segurança pública da capital federal, sendo um dos casos abordados no "Bom Dia Tocantins". A operação da PF também utilizou tecnologia avançada para acessar dados de celulares, método que, segundo a reportagem, "deixa Brasília em pânico" por seu alto poder de investigação.

Operação com tecnologia de ponta

A investigação que levou à prisão da delegada contou com ferramentas tecnológicas sofisticadas da Polícia Federal capazes de acessar e extrair informações de aparelhos celulares. Essa capacidade investigativa de alto nível tem sido um fator de apreensão entre investigados de alto escalão na capital, conforme destacado na reportagem televisiva.

"A PF está usando uma tecnologia que acessa o celular da pessoa, e isso está deixando Brasília em pânico", relatou o telejornal, sem detalhar o nome específico da ferramenta ou os limites legais de sua aplicação. A técnica foi crucial para colher evidências contra a delegada.

Contexto e consequências

A delegada presa havia assumido recentemente um cargo de chefia em uma delegacia do DF. A investigação aponta que ela atuava em conluio com membros do PCC, uma das maiores e mais perigosas facções criminosas do país, fornecendo assessoria jurídica e possivelmente interferindo em procedimentos policiais.

O caso expõe uma grave falha nos mecanismos de controle interno e de filtragem de candidatos a cargos de confiança na segurança pública. A Polícia Civil do DF informou que a agente foi afastada do cargo e que cooperará com as investigações. Ela responderá pelos crimes de advocacia administrativa, corrupção passiva e possivelmente associação ao tráfico.

Especialistas em segurança ouvidos pelo G1 afirmam que a infiltração de membros de facções em cargos policiais é uma das maiores ameaças à integridade das instituições. A prisão deve levar a uma revisão dos processos de admissão e à abertura de sindicâncias internas para verificar a extensão do problema.

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