Ex-PRF Silvinei Vasques alega câncer para não depor em inquérito das fake news
Policial rodoviário federal aposentado apresentou atestado médico para justificar ausência em interrogatório sobre investigação de desinformação.
O ex-policial rodoviário federal Silvinei Vasques apresentou uma declaração médica alegando diagnóstico de câncer para justificar sua ausência em depoimento marcado para esta sexta-feira (26) no inquérito das fake news. O documento foi entregue à Polícia Federal (PF) em Brasília, onde o interrogatório estava agendado.
Vasques é investigado por suspeita de integrar uma organização criminosa dedicada à produção e disseminação de notícias falsas durante as eleições de 2022. A defesa do ex-PRF protocolou o atestado, que informa que o paciente "não pode falar" devido ao estado de saúde, conforme apurou o G1.
Vídeo mostra ex-PRF em aeroporto
Enquanto a defesa alegava impedimento de saúde, imagens obtidas pelo Jornal Nacional mostram Silvinei Vasques sendo levado para uma inspeção de rotina no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, na última quarta-feira (24). Nas cenas, ele aparece caminhando e interagindo com agentes.
A apresentação do atestado médico ocorre em um momento crucial da investigação, que já indiciou outras figuras-chave. A PF ainda analisa a validade do documento para decidir sobre um novo agendamento do depoimento.
Contexto da investigação
O inquérito das fake news, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, investiga um suposto gabinete do ódio digital que atuou para descredibilizar instituições e espalhar desinformação. Diversos empresários, blogueiros e autoridades públicas já foram alvo de buscas e apreensões determinadas pela Corte.
Silvinei Vasques ganhou notoriedade em 2022 ao viralizar nas redes sociais com vídeos onde fazia alegações sem provas sobre fraudes nas urnas eletrônicas. Sua atuação é um dos focos dos investigadores para entender a estrutura de disseminação de conteúdo falso.
Próximos passos
A Polícia Federal deve solicitar laudos periciais para verificar a autenticidade e a pertinência do atestado médico apresentado. Caso a justificativa seja considerada válida, um novo depoimento será marcado. Se for considerada uma tentativa de obstrução da justiça, Vasques poderá responder por novo crime.
O andamento deste depoimento é aguardado para que a PF possa concluir seu relatório e encaminhá-lo ao STF, que decidirá sobre a eventual denúncia dos investigados.
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