Ex-sócio do Master e ex-presidente do BRB devem depor à PF semana que vem
Depoimentos fazem parte de investigação sobre operações financeiras irregulares envolvendo as instituições.
O ex-sócio do banco Master, José Roberto de Souza, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foram convocados para prestar depoimento à Polícia Federal (PF) na próxima semana. As oitivas estão marcadas para os dias 26 e 27 de janeiro de 2026, respectivamente, na Superintendência da PF no Distrito Federal.
Os depoimentos são parte da Operação Compliance, deflagrada em novembro do ano passado, que investiga um esquema de movimentações financeiras atípicas e possíveis crimes contra o sistema financeiro. A investigação apura a relação entre as instituições e a movimentação de recursos sem a devida origem comprovada.
Contexto da Investigação
A Operação Compliance teve início após relatórios de inteligência financeira do Banco Central (BC) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicarem uma série de transações suspeitas. De acordo com as autoridades, o foco está em operações de crédito e repasses de valores que não seguiam os procedimentos padrão das instituições.
Em nota, a Polícia Federal informou que os convites para depoimento são procedimentos rotineiros para o esclarecimento de fatos e que todos os investigados têm o direito à ampla defesa. Até o momento, não há mandados de prisão ou busca e apreensão relacionados a esta fase de oitivas.
Repercussão e Próximos Passos
O BRB, banco público controlado pelo governo do Distrito Federal, emitiu comunicado afirmando que "presta total cooperação às investigações e reforça que atua em estrita conformidade com a legislação". Já os advogados de José Roberto de Souza não se manifestaram até a publicação desta reportagem.
Após a colheita dos depoimentos, a PF deverá analisar as declarações e cruzá-las com o vasto material documental já apreendido, incluindo extratos bancários, contratos e e-mails corporativos. O resultado determinará se os investigadores pedirão novas medidas cautelares ou o indiciamento dos envolvidos ao Ministério Público Federal (MPF).
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