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Fachin convoca reunião no STF para discutir relatório da PF que cita Toffoli
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Fachin convoca reunião no STF para discutir relatório da PF que cita Toffoli

Ministro do Supremo Tribunal Federal reúne colegas após investigação apontar triangulação financeira com resort familiar.

Redação
Redação

12 de fevereiro de 2026 ·

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou uma reunião com outros membros da Corte para discutir um relatório da Polícia Federal (PF) que menciona o colega Dias Toffoli. O documento da PF investiga uma suposta triangulação financeira entre fundos de investimento e um resort de propriedade da família de Toffoli.

A convocação ocorre em meio a um intenso debate sobre a atuação do ministro Toffoli como relator do chamado "caso Master", envolvendo suspeitas de irregularidades em fundos de pensão. Editorial publicado nesta quinta-feira (12) pelo G1 classificou a relatoria de Toffoli no processo como "insustentável".

Triangulação financeira em investigação

O relatório da PF, que motivou a reunião convocada por Fachin, detalha operações financeiras que ligariam os fundos investigados no "caso Master" ao empreendimento turístico da família Toffoli. A investigação busca apurar se houve desvio de recursos de fundos de pensão para beneficiar o resort.

Até o momento, o ministro Dias Toffoli não se pronunciou publicamente sobre o novo conteúdo do relatório da PF. A assessoria de imprensa do STF informou que a reunião convocada por Fachin tem caráter administrativo e busca "esclarecer procedimentos internos".

Contexto do "caso Master" e pressão editorial

O "caso Master" é uma investigação que apura um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo gestores de fundos de pensão de estatais. Dias Toffoli é o relator do processo no STF desde 2023.

O editorial do G1 argumenta que as novas menções a Toffoli em relatório da PF criam um "conflito de interesses manifesto", tornando sua permanência na relatoria incompatível com os princípios da imparcialidade judiciária. A publicação cobra que o ministro se afaste voluntariamente do caso ou que o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, determine sua substituição.

Outras notícias em destaque

Em pesquisa de opinião divulgada nesta quinta, a Quaest apontou que 67% dos brasileiros afirmam não ter sido beneficiados pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos. O dado revela uma percepção majoritária de que a medida não atingiu seu objetivo social principal.

No setor financeiro, o Banco do Brasil registrou um calote de R$ 3,6 bilhões de uma única empresa, em um dos maiores prejuízos isolados da história da instituição. O nome da empresa devedora não foi divulgado.

Na política, interlocutores do Palácio do Planalto e do Senado afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, já encaminham uma candidatura consensual para o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.

Os Correios acumulam uma dívida de R$ 3,7 bilhões com fornecedores, empregados e tributos, segundo levantamento interno da estatal. A situação financeira crítica da empresa é atribuída a anos de prejuízos operacionais.

Casos policiais e tragédias

Na área policial, o G1 obteve prints de conversas no aplicativo de mensagens entre o dono da academia onde uma aluna morreu após sentir mal-estar durante uma aula. As mensagens são objeto de investigação para apurar possíveis negligências.

Internacionalmente, uma influenciadora digital morreu após consumir um "caranguejo-do-diabo" nas Filipinas. A iguaria local, conhecida por sua toxicidade se preparada incorretamente, causou uma intoxicação alimentar fatal.

O desfecho da reunião no STF e a decisão sobre a relatoria de Toffoli no "caso Master" são aguardados para os próximos dias, sob intenso escrutínio público e midiático.

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