Homem é indiciado por estelionato após aplicar golpes em Paraíso do Tocantins
Suspeito prometia quitar dívidas com desconto, mas enviava comprovantes falsos e embolsava o dinheiro das vítimas.
Um homem de 34 anos foi indiciado pelo crime de estelionato em Paraíso do Tocantins, na região central do estado. O inquérito policial que apurava os golpes foi concluído pela 63ª Delegacia de Polícia Civil nesta quinta-feira (19).
Segundo o delegado José Lucas Melo, responsável pelo caso, o suspeito já possui um extenso histórico criminal por crimes da mesma natureza, sendo reincidente na prática de estelionato. A investigação foi aberta após novas denúncias de vítimas que caíram em seu golpe.
Modus operandi do golpe
O criminoso se aproximava das vítimas prometendo efetuar o pagamento de suas dívidas por valores menores que os devidos. Ele se valia do desejo das pessoas de economizar para ganhar confiança. Após receber o dinheiro, no entanto, ele enviava comprovantes de pagamento falsos e embolsava os valores.
"A vontade de pagar uma dívida por valor inferior ao real e, assim, economizar era o sentimento de que se valia o criminoso para ludibriar essas pessoas", explicou o delegado José Lucas Melo em entrevista ao g1.
Alerta da Polícia Civil
A Polícia Civil emitiu um alerta à população para que evite cair em golpes que prometem facilidades e ganhos sem comprovação. A orientação é para que, antes de efetuar qualquer transação com desconhecidos, as pessoas procedam a uma verificação mínima sobre o histórico do indivíduo e da negociação proposta.
"Antes de efetuar qualquer transação com desconhecidos, procedam a uma verificação mínima quanto ao histórico daquela pessoa e do que se busca negociar", reforçou o delegado.
Próximos passos do processo
Com a conclusão do inquérito, o caso agora será remetido ao Ministério Público do Tocantins (MPE) e ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ-TO) para o devido prosseguimento legal. O indiciamento é a formalização da suspeita pela autoridade policial, mas a denúncia formal cabe ao Ministério Público.
O suspeito, cuja identidade não foi divulgada, responderá ao processo na Justiça comum pelos crimes de estelionato, podendo enfrentar nova condenação devido à sua reincidência.
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