Idoso de 83 anos tem dedos arrancados em ataque de pitbull solto em rua de Palmas
Animal, que teria histórico de agressões, avançou sobre a vítima enquanto ela desembarcava de carro após festa de Natal.
O idoso Nivaldo Ruiz, de 83 anos, sofreu ferimentos graves, incluindo a perda de partes de três dedos, após ser atacado por um pitbull na noite de Natal em Palmas, capital do Tocantins. O caso, registrado como lesão corporal culposa, está sob investigação da Polícia Civil do estado.
A vítima, que possui histórico de AVC e diabetes, foi surpreendida pelo animal na quadra 606 Sul no momento em que desembarcava de um veículo, após chegar de uma comemoração familiar no interior. A tutora do cão, uma mulher de 31 anos, foi conduzida à delegacia e alegou que o animal havia fugido de casa.
Família relata que cão tinha histórico de agressões
De acordo com relatos da neta da vítima, Lorena Ruiz, vizinhos informaram em grupo de mensagens que o mesmo pitbull teria atacado pelo menos oito pessoas anteriormente. Na noite do ocorrido, o animal também teria tentado avançar contra outras pessoas na rua antes de atingir o idoso.
A família da vítima afirmou que os responsáveis pelo cão recolheram o animal após o ataque sem prestar assistência a Nivaldo Ruiz.
Vítima passa por cirurgias e precisa de enxertos
O idoso sofreu uma fratura exposta em um dos braços e perdeu partes de dois dedos da mão esquerda e um da mão direita. Ele foi socorrido por parentes e levado a um hospital particular, onde passou por cirurgia de emergência para reconstrução das mãos e estabilização do braço com pinos.
Segundo a família, o paciente ainda precisará passar por enxertos e cirurgias plásticas reparadoras para tratar os danos causados pelo ataque. O estado de saúde do idoso foi descrito como grave.
Investigação apura responsabilidade da tutora
O inquérito policial está sob responsabilidade da 1ª Delegacia Especializada de Repressão às Infrações de Menor Potencial Ofensivo (1ª Deimpo - Palmas). A tutora do animal admitiu ser a proprietária do pitbull aos policiais.
O caso é tratado como lesão corporal culposa, quando não há intenção de causar o dano. A polícia continua apurando as circunstâncias do ataque e o histórico do animal.
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