MP recomenda exoneração de sobrinha do prefeito de Cachoeirinha por nepotismo
Secretária municipal de 23 anos é acusada de não ter ensino médio completo para exercer o cargo.
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) recomendou ao prefeito de Cachoeirinha, Sandrimar Alves (UB), que exonere sua sobrinha, Tauana Ferreira da Silva Moraes, do cargo de secretária municipal de Igualdade Social, Equidade e Direitos da Mulher. A medida é resultado de um inquérito civil que investiga a prática de nepotismo na administração municipal.
A portaria que instaurou o procedimento foi publicada no Diário Oficial do Ministério Público em 26 de janeiro de 2026. A investigação se baseia em denúncias de que a secretária, de 23 anos, não teria concluído o ensino médio, grau de escolaridade considerado incompatível com a função que ocupa.
Prefeitura e secretária se defendem
Em nota oficial, a prefeitura de Cachoeirinha afirmou que "está analisando o conteúdo da denúncia apresentada" e que "serão encaminhados ao Ministério Público todos os documentos e informações solicitadas". O prefeito Sandrimar Alves defendeu a nomeação, declarando que ela "foi realizada em estrita observância à legislação vigente".
Tauana Ferreira, por sua vez, também se manifestou por meio de nota, contestando as acusações. "Esclareço que possuo ensino médio completo, informação diferente da que vem sendo indevidamente veiculada. Além disso, atualmente curso graduação em Administração", afirmou a secretária, acrescentando que "as informações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos".
Detalhes da nomeação e remuneração
De acordo com o portal da transparência do município, Tauana Ferreira ocupa o cargo de secretária desde janeiro de 2025. Sua nomeação foi publicada no Diário Oficial de Cachoeirinha no dia 13 de janeiro do mesmo ano. Ela recebe uma remuneração bruta mensal de R$ 4 mil.
Além da recomendação de exoneração da sobrinha do prefeito, o MPTO também aconselhou que o gestor municipal não nomeie para cargos comissionados parentes que não tenham qualificação profissional adequada para as funções. O inquérito é conduzido pelo promotor de Justiça Gilmar Pereira Avelino, da Promotoria de Ananás.
Próximos passos do processo
A prefeitura se comprometeu a cumprir eventuais recomendações ministeriais após ser formalmente notificada, reafirmando "compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições". O caso segue sob apuração do Ministério Público Estadual, que exerce seu papel constitucional de fiscalizar a legalidade dos atos administrativos.
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