Mulher com tornozeleira eletrônica é presa ao aplicar golpe da casa própria em Palmas
Suspeita, que já responde por 15 inquéritos, cobrava até R$ 12 mil para incluir vítimas em sorteios habitacionais.
Uma mulher que já usava tornozeleira eletrônica por crimes anteriores foi presa em flagrante nesta sexta-feira (5) em Palmas, suspeita de aplicar novos golpes se passando por servidora pública. A investigada cobrava valores entre R$ 2,5 mil e R$ 12 mil com a promessa de incluir vítimas em sorteios de moradias populares.
De acordo com a Polícia Civil do Tocantins, a mulher, que não teve a identidade revelada, é alvo de 15 inquéritos policiais pela prática de crimes semelhantes. Ela foi abordada e encaminhada à Central de Atendimento da Polícia Civil por uma equipe da Guarda Metropolitana, no momento em que aplicava novos golpes se fazendo passar por funcionária da Secretaria de Habitação da capital.
Modus operandi e novas investigações
O delegado Gregory Almeida, responsável pelo caso, detalhou a ação criminosa. "Ela cobrava taxas para 'garantir' a inclusão das vítimas em sorteios para moradias. Por se passar por servidora do município, conseguiu ludibriar diversas pessoas", afirmou o delegado. As vítimas procuraram a delegacia para formalizar as denúncias.
Um novo inquérito foi aberto contra a mulher, que segue em prisão domiciliar monitorada pela tornozeleira eletrônica. Diante do descumprimento das medidas judiciais, a Polícia Civil acionou a Justiça para que as providências cabíveis sejam tomadas. A investigação será conduzida pela 5ª Delegacia de Polícia de Palmas.
Orientações para evitar golpes
O delegado Gregory Almeida reforçou orientações à população para evitar cair em fraudes relacionadas a programas habitacionais. "O principal é sempre buscar canais oficiais para conseguir informações", alertou. Ele destacou que não existe qualquer tipo de cobrança de taxa ou intermediário para inclusão nos cadastros oficiais.
As informações sobre programas de moradia são repassadas exclusivamente pelas secretarias e agências estaduais e municipais responsáveis. Qualquer oferta de "facilidades" nesses processos configura crime e deve ser denunciada à delegacia mais próxima ou por meio da Delegacia Virtual.
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