Mulher é indiciada por criar perfil falso e difamar ex-colega de trabalho no TO
Suspeita usou dados de terceiros para ocultar identidade e enviou mensagens com ofensas graves para prejudicar vítima.
Uma mulher de 32 anos foi indiciada pela Polícia Civil do Tocantins pelos crimes de injúria, difamação e falsa identidade. Ela é acusada de criar um perfil falso em redes sociais para difamar uma ex-colega de trabalho de 37 anos, em um caso registrado em novembro de 2025, na cidade de Paraíso do Tocantins.
As mensagens, que ganharam repercussão local pelo teor das acusações, foram enviadas para a loja onde a vítima trabalhava e também para clientes do estabelecimento. A investigada confessou o crime e afirmou à polícia que acreditava ter sido prejudicada profissionalmente pela colega, o que a teria motivado.
Conteúdo das mensagens e objetivo
Entre as ofensas enviadas do perfil falso, estavam frases como "destruidora de lar" e "ela finge ser boa moça, mas toda a cidade sabe quem ela é". Em uma das mensagens, a mulher escreveu: "Adora pegar homem casado. Até cliente casado aí tá pegando também. Isso não é bonito para empresa nenhuma".
Conforme apurou a Polícia Civil, o objetivo da ação era prejudicar o estabelecimento comercial e fazer com que a vítima fosse demitida. A investigada também enviou mensagens para diversas mulheres, insinuando que seus maridos teriam algum tipo de relacionamento com a ex-colega.
Investigação e conclusão do inquérito
A vítima registrou um boletim de ocorrência após tomar conhecimento da situação. Durante as investigações, os policiais identificaram a responsável pelo perfil, que havia utilizado dados pessoais de terceiros para ocultar sua própria identidade e dificultar a localização.
O delegado José Lucas Melo, responsável pelo caso, fez um alerta sobre condutas no ambiente virtual. "A Polícia Civil destaca para a população o fato de que tudo que é feito em ambiente virtual deixa registros e, assim, qualquer conduta ilícita ali praticada levará à responsabilização", afirmou.
Próximos passos
Com a conclusão do inquérito policial, o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Tocantins e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. A mulher indiciada deverá responder judicialmente pelos três crimes apontados no relatório.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades. O g1 não conseguiu contato com a defesa da investigada para obter um posicionamento.
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