Portugueses votam em segundo turno entre esquerda e extrema direita
Eleitores definem o novo governo em pleito que polariza o país entre o Partido Socialista e o partido Chega.
Os eleitores portugueses começaram a votar, neste domingo (8), no segundo turno das eleições legislativas, que definirá o novo governo do país. O pleito coloca frente a frente o Partido Socialista (PS), de centro-esquerda, e o partido Chega, de extrema direita, em uma disputa que reflete a crescente polarização política na nação europeia.
As urnas abriram às 8h (horário local, 5h no horário de Brasília) e fecharão às 19h (16h em Brasília). O primeiro turno, realizado em 1º de fevereiro, não definiu um vencedor claro, forçando o segundo turno entre os dois partidos mais votados. A campanha foi marcada por debates acalorados sobre economia, imigração e a posição de Portugal na União Europeia.
Contexto da disputa e cenário político
O Partido Socialista, liderado por Pedro Nuno Santos, busca a reeleição após governar Portugal nos últimos oito anos. O partido defende a manutenção das políticas sociais e um aprofundamento da integração europeia. Em contrapartida, o Chega, comandado por André Ventura, cresceu rapidamente nos últimos anos com um discurso nacionalista, crítico à imigração e às instituições tradicionais, prometendo uma "mudança radical".
André Ventura afirmou, em comício final, que "Portugal precisa de um choque de realidade e de um governo que coloque os portugueses em primeiro lugar". Já Pedro Nuno Santos declarou que "este é um pleito que define se Portugal seguirá no caminho da solidariedade e do progresso ou se dará um passo perigoso rumo ao isolamento".
Projeções e impacto internacional
As últimas pesquisas de intenção de voto, divulgadas na véspera da eleição, indicavam uma disputa acirrada, com os dois partidos tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Analistas políticos destacam que o resultado terá repercussões significativas não apenas internamente, mas também no equilíbrio político do bloco europeu, onde forças de extrema direita têm ganhado espaço.
O pleito português é observado com atenção por outros líderes europeus, dada a estabilidade política que o país manteve nas últimas décadas. Uma vitória do Chega representaria uma guinada histórica, seguindo uma tendência observada em nações como Itália e Holanda.
Processo eleitoral e próximos passos
A apuração dos votos começará imediatamente após o fechamento das urnas, com resultados preliminares esperados para as primeiras horas da noite (horário local). A constituição portuguesa estabelece que o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convidará o líder do partido vencedor a formar governo.
Independentemente do resultado, a formação de um governo estável pode ser um desafio, dado o panorama fragmentado do parlamento português. Caso nenhum partido atinja maioria absoluta, serão necessárias negociações para a formação de coligações ou governos minoritários.
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