Serial killer condenado a 72 anos foge de presídio de segurança máxima no Tocantins
Fuga ocorreu após detentos seremrem grades e usarem corda de lençóis; outro fugitivo tem pena somada de 46 anos.
Dois presos considerados de alta periculosidade fugiram na noite desta quinta-feira (25) da Unidade de Tratamento Penal de Cariri do Tocantins, um presídio de segurança máxima localizado na região sul do estado. A ausência dos detentos foi constatada apenas na manhã desta sexta-feira (26).
Um dos foragidos é Renan Barros da Silva, de 26 anos, condenado a 72 anos de prisão por três homicídios qualificados e ocultação de cadáver. A polícia e o Ministério Público o consideram um serial killer, responsável pela morte de três homens e pela tentativa de um quarto assassinato em Araguaína, em maio de 2021.
O outro fugitivo é Gildásio Silva Assunção, de 47 anos, que possui quatro condenações, incluindo a de homicídio, com pena total de 46 anos. Ambos são integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e cumpriam pena em regime fechado.
Modus operandi da fuga
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO), os presos conseguiram serrar as grades de uma das celas. Para escapar do complexo, utilizaram uma corda improvisada com lençóis para transpor o alambrado durante a madrugada.
A SSP informou que equipes da Polícia Civil e de outras forças de segurança estão em diligências na região sul do estado para tentar localizar os dois detentos. A polícia pede que a população colabore com informações.
Histórico criminal do "serial killer"
Os crimes pelos quais Renan Barros da Silva foi condenado ocorreram em uma rotatória em Araguaína, no norte do Tocantins. As três vítimas fatais foram Francisco Régis Freitas Gonçalves, Manoel Cassiano de Oliveira e Simião Neto Pereira. Os corpos foram encontrados próximos a uma faculdade.
Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE-TO), após cometer os assassinatos, Renan escondeu os corpos em um matagal. Ele ainda tentou matar uma quarta pessoa, que conseguiu fugir. Na época dos crimes, a polícia investigava o acusado por outras duas mortes.
Em 2023, Renan foi condenado a 72 anos de prisão. O MPE-TO chegou a descrevê-lo, durante o processo, como uma "pessoa sádica" com um "prazer repugnante de matar". Sua defesa era feita pela Defensoria Pública, que não se manifestou sobre a fuga.
Busca e apelo à população
A SSP-TO reforçou que os foragidos são considerados extremamente perigosos. A corporação disponibilizou canais para que a população possa passar informações que auxiliem na captura.
Denúncias podem ser feitas pelos números de emergência 190 ou 197, ou pelo telefone da Central de Flagrantes 24 horas de Gurupi: (63) 3312-4110. A secretaria garante o sigilo absoluto da identidade de quem colaborar.
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