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STJ afasta ministro Marco Buzzi, investigado por importunação sexual
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STJ afasta ministro Marco Buzzi, investigado por importunação sexual

Decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça ocorre após denúncia de assédio por parte de uma servidora da corte.

Redação
Redação

11 de fevereiro de 2026 ·

O ministro Marco Aurélio Buzzi foi afastado das funções de corregedor nacional de Justiça pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Luis Felipe Salomão. A decisão, tomada nesta terça-feira (10), segue denúncia de importunação sexual contra o magistrado, apresentada por uma servidora do tribunal.

O caso está sob investigação da Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A medida determina que Buzzi se abstenha de exercer quaisquer atividades relacionadas ao cargo de corregedor até o término do procedimento apuratório.

Denúncia e investigação

A servidora relatou que o ministro a teria assediado durante um evento social. Diante da gravidade da acusação, o presidente do STJ determinou o afastamento preventivo, conforme previsto no regimento interno da corte. "A credibilidade da instituição e a lisura do processo investigativo são inegociáveis", afirmou Salomão em nota oficial.

Em seu lugar, assumirá interinamente as funções de corregedor nacional o ministro Mauro Campbell Marques, vice-presidente do STJ. A Corregedoria Nacional de Justiça, agora sob comando interino, é responsável por fiscalizar e disciplinar a magistratura em todo o país.

Contexto e próximos passos

Marco Aurélio Buzzi foi nomeado para o STJ em 2014 pela então presidente Dilma Rousseff e assumiu a Corregedoria Nacional de Justiça em 2023. O afastamento não implica condenação, mas visa assegurar a normalidade dos trabalhos da corregedoria durante as investigações.

O CNJ tem prazo legal para concluir a apuração. Caso as investigações confirmem a prática de infração disciplinar, Buzzi poderá responder a processo administrativo, com penas que variam de advertência à perda do cargo. O ministro, por meio de sua assessoria, nega veementemente as acusações e afirma colaborar com a investigação.

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