Toffoli autoriza perícia em celulares de investigados no Caso Master
Decisão do ministro do STF permite à Polícia Federal acessar dados de aparelhos apreendidos em operação contra fraudes.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (15) a realização de perícia nos celulares apreendidos durante a operação da Polícia Federal (PF) que investiga o chamado Caso Master. A decisão atende a um pedido da própria PF, que apontou a existência de um esquema de fraudes com sócios ocultos em cinco crimes.
A autorização judicial é um passo crucial para a investigação, pois permitirá aos peritos acessar mensagens, arquivos e registros de comunicação armazenados nos dispositivos. Esses dados são considerados essenciais para comprovar as relações e os supostos ilícitos praticados pelos investigados.
PF detalha esquema de cinco crimes
Em relatório enviado ao STF, a Polícia Federal detalhou o modus operandi do grupo, acusado de cometer crimes de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e fraudes em licitações. A investigação aponta para a utilização de laranjas e sócios ocultos para ocultar a real propriedade de empresas e desviar recursos públicos.
Segundo a PF, o esquema funcionava por meio de contratos superfaturados com o poder público, onde parte dos valores era repassada a empresas de fachada controladas pelos investigados. O dinheiro, posteriormente, era integrado ao sistema financeiro por meio de operações complexas de lavagem.
Contexto e próximos passos
A operação que deu origem ao Caso Master foi deflagrada após meses de investigação sigilosa, com base em delações premiadas e quebras de sigilo bancário e fiscal. Com a decisão de Toffoli, os peritos da PF têm agora o aval legal para iniciar a análise forense dos aparelhos, que deve levar semanas.
As informações extraídas dos celulares serão cruzadas com outros elementos de prova já colhidos, como extratos bancários e depoimentos. O resultado da perícia será fundamental para a formulação de denúncias pelo Ministério Público Federal (MPF) e pode levar à identificação de novos envolvidos no esquema.
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