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Tutora de pitbull que atacou idoso em Palmas é proibida de levar cão à rua
Tocantins

Tutora de pitbull que atacou idoso em Palmas é proibida de levar cão à rua

Animal permanece sob responsabilidade da mulher, que responderá por danos causados ao aposentado de 83 anos.

Redação
Redação

2 de janeiro de 2026 ·

A tutora do pitbull que atacou o aposentado Nivaldo Ruiz, de 83 anos, no dia 25 de dezembro de 2025, em Palmas, está formalmente proibida de deixar o animal em vias públicas. A determinação partiu da Prefeitura de Palmas após o caso grave de agressão, que deixou o idoso com ferimentos que podem levar à amputação de um braço.

A mulher, de 31 anos, foi autuada e responderá administrativa e penalmente pelos danos causados. O cão não foi apreendido e permanece sob sua guarda, desde que sejam adotadas todas as medidas para garantir a segurança de terceiros. O nome da tutora não foi divulgado oficialmente.

Vítima passa por cirurgias e corre risco de amputação

Nivaldo Ruiz perdeu parte de dois dedos e sofreu uma fratura exposta em um dos braços durante o ataque, ocorrido na quadra 606 Sul, quando desembarcava de um carro após celebrações de Natal. Ele já passou por três cirurgias e ainda pode ser submetido a outros procedimentos devido à gravidade dos ferimentos.

Segundo sua neta, Lorena Ruiz, o idoso está com medo de voltar para casa e ser atacado novamente. "Ele é um idoso bem debilitado. Ele tem diabetes, já teve AVC", relatou. A família afirma que, logo após o ataque, os responsáveis pelo cão recolheram o animal sem prestar assistência à vítima.

Cão teria histórico de agressões na vizinhança

Moradores da região relataram que o pitbull já havia avançado em outras pessoas antes do ataque ao idoso. A aposentada Aparecida Lurdes Souza contou à TV Anhanguera que o cachorro atacou seu neto de 5 anos, uma senhora em uma moto e três pessoas ao mesmo tempo em outra ocasião.

Lorena Ruiz também afirmou que, na noite do ataque, viu o animal tentando agredir um jovem antes de ir em direção ao carro onde estava sua família e atacar seu avô, que tentou correr em vão devido à idade avançada.

Investigação e próximos passos

O caso é investigado como lesão corporal culposa pela 1ª Delegacia Especializada de Repressão às Infrações de Menor Potencial Ofensivo. A tutora foi conduzida pela Polícia Militar à Central de Flagrantes no dia do ataque, onde um boletim de ocorrência foi registrado.

A Prefeitura de Palmas emitiu nota informando que "o caso segue sendo acompanhado pelos órgãos competentes, conforme a legislação vigente". A determinação proibitiva de acesso à via pública é uma medida preventiva enquanto os processos administrativo e penal seguem seu curso.

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