Clima no STF piora com divulgação de reunião; Toffoli nega vazamento
Ministro do Supremo nega ter sido fonte de informação sobre encontro sigiloso que discutiu investigação do Caso Master.
O clima interno no Supremo Tribunal Federal (STF) se deteriorou após a divulgação, na sexta-feira (13), de detalhes de uma reunião sigilosa entre ministros. O encontro, ocorrido na quarta-feira (11), discutiu os rumos da investigação do Caso Master, operação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades em contratos públicos. O ministro Dias Toffoli negou veementemente, através de sua assessoria, ser a fonte do vazamento da informação.
A reunião foi convocada para tratar de pedidos de delação premiada e de prisão preventiva de investigados no âmbito da operação. A investigação, que tramita sob sigilo, tem como relator o ministro Mendonça, que deve decidir os próximos passos do caso.
Toffoli se defende e nega autoria do vazamento
Em nota oficial, a assessoria de imprensa do ministro Dias Toffoli afirmou que ele "não vazou qualquer informação sobre a reunião". A divulgação do conteúdo da discussão reservada gerou mal-estar entre os integrantes da Corte, levantando suspeitas sobre a origem da quebra de sigilo. A nota reforçou o compromisso do ministro com a confidencialidade dos processos.
Próximos passos do Caso Master cabem a Mendonça
Com a investigação ainda em andamento, a definição sobre a aceitação de delações e a decretação de novas prisões é de responsabilidade do ministro Nunes Mendonça, relator do processo no STF. A operação Caso Master investiga um suposto esquema de desvios em contratos de obras públicas federais, com envolvimento alegado de empresários e agentes públicos.
O desfecho da reunião sigilosa e as decisões de Mendonça são aguardados para os próximos dias, podendo incluir novas medidas cautelares e a validação de acordos de colaboração. A quebra do sigilo da discussão, no entanto, tornou o processo mais sensível e expôs tensões na cúpula do Judiciário.
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