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Polícia investiga trio por gravação íntima não autorizada de mulher no Tocantins
Tocantins

Polícia investiga trio por gravação íntima não autorizada de mulher no Tocantins

Parceiro da vítima teria percebido e ajudado a divulgar o vídeo, que foi compartilhado em grupos de mensagens.

Redação
Redação

14 de fevereiro de 2026 ·

Três homens são investigados pela Polícia Civil do Tocantins por suspeita de gravar e divulgar um vídeo íntimo de uma mulher sem seu consentimento. O caso foi registrado nesta sexta-feira (13) na cidade de Caseara, na região oeste do estado, após um amigo da vítima descobrir que o conteúdo estava sendo compartilhado em grupos de aplicativos de mensagens.

Segundo a polícia, a mulher procurou a 54ª Delegacia de Polícia afirmando não saber que estava sendo filmada. Ela relatou que estava na casa do parceiro quando as imagens foram feitas por terceiros, através da janela do quarto.

Parceiro também é investigado

O inquérito também inclui o parceiro da vítima. De acordo com o delegado José Lucas Melo, responsável pelo caso, as investigações apontam que o homem percebeu a gravação em andamento, mas não a interrompeu. A polícia também identificou indícios de que ele foi um dos responsáveis por compartilhar o vídeo na internet.

Os nomes dos três suspeitos não foram divulgados oficialmente. O g1 não conseguiu contato com a defesa dos investigados.

Penas podem chegar a 11 anos de prisão

Os suspeitos devem responder pelos crimes de registro não autorizado da intimidade sexual e divulgação de cena íntima. “Somadas, as penas podem chegar a 11 anos de reclusão”, afirmou o delegado José Lucas Melo. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público Estadual do Tocantins (MPE-TO) após a conclusão das investigações.

Alerta das autoridades

O delegado orientou que vítimas de crimes similares busquem a polícia imediatamente. “A partir do momento em que perceber que alguma imagem ou vídeo íntimo está sendo compartilhado, deve procurar a delegacia mais próxima, apresentando o material e as informações disponíveis”, disse.

O alerta também se estende a quem recebe o conteúdo. “A pessoa que recebe em seu celular um arquivo desta natureza deve comunicar imediatamente as autoridades, evitando o repasse, pois também estará cometendo o crime. A divulgação desse tipo de material, conforme o artigo 218-C do Código Penal, tem pena máxima de 10 anos de reclusão”, completou o delegado.

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